A primeira edição deste livro foi escrita em 1969 e foi publicada em 1970, já a segunda, revista e atualizada, teve a redação finalizada em 1971 e veio a público em 1972. Já se seguiram 18 edições, o que evidencia a consagração da obra. As questões tratadas neste livro abrangem todos os setores importantes em que a autonomia das ciências sociais se faz sentir _ desde a valorização programática dos estudos sociais até as considerações finais do autor, em que são tematizados problemas fronteiriços às questões fundamentais da própria Filosofia do Direito.O Professor Miranda Rosa formula, nesta obra pioneira no Brasil, uma proposição teórica de grande importância a respeito da relação entre o Direito e os comportamentos de desvio às normas socialmente aprovadas, tema fascinante e rico em material polêmico. No final do volume, em apêndice, o autor aborda outro tema candente, que durante longos anos configurou-se como problema de grande magnitude: a censura no Brasil.
Este ensaio vigoroso, continuamente reeditado desde 1972, chega agora aos 40 anos, além de instrumento de trabalho universitário é também um estimulante desafio aos centros de decisão institucional de nossos meios políticos, administrativos e educacionais. Sobretudo nesse início do século 21, com a elaboração da Resolução nº 75 do CNJ, que julgou necessária a cobrança do estudo da propedêutica jurídica nas provas para ingresso na magistratura, cumprindo-se o desejo de Miranda Rosa, que faleceu vendo sua Sociologia do Direito sem o reconhecimento devido, dizendo a toda a gente que no campo normativo, a sua negação ou afastamento tem ocasionado impasses e incongruências responsáveis por deformações na vida brasileira. Agora Miranda Rosa finalmente descansa em paz!
Currículo:
Falecido em 14 de março de 2009 o professor doutor Felippe Augusto de Miranda Rosa, advogado, sociólogo, professor titular de sociologia jurídica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, juiz de direito e desembargador. Foi presidente do Tribunal de Alçada/RJ. Lecionou na PUC-Rio, e na Universidade da Guanabara. Casou-se com Lourdes Aragão. Perdeu a filha Margaret em 1996.Com longa experiência de ensino e pesquisa, foi um pioneiro no campo dos estudos sobre direito e sociedade no Brasil, ao lado do professor Cláudio Souto, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Com uma grande visão intelectual, teve destacada atuação em entidades de estudos e pesquisa nacionais e internacionais, como:
Coordenador entre 1974 e 1977, do Comitê de Pesquisas para o Brasil na investigação patrocinada pelo Centro Internacional de Criminologia Comparada (CICC) da Universidade de Montreal, Canadá.
Diretor entre 1979 e 1981, da pesquisa internacional "O Direito e a Solução dos Conflitos Sociais", vinculada ao Projeto Law and Dispute Treatment (UNESCO/CEJUR/FINEP).
Na década de 1980, Miranda Rosa, entre tantas realizações recebeu os professores Boaventura de Souza Santos, da Universidade de Coimbra, e Niklas Luhman, da Universidade Bielefeld.
Integrou ainda importantes comissões de ensino e pesquisa, atuando como:
Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa "Direito e Sociedade" da Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais (ANPOCS),
Membro do Research Committee on Sociology o Law-ISA, e,
Presidente da União Internacional dos Magistrados.
Além de colaborar com numerosos artigos para publicações científicas, escreveu diversas obras, entre elas "Patologia social", "Poder, Direito e Sociedade", "Justiça e autoritarismo" e também "Criminalidade e violência global"; além dessas é coautor de "Direito e conflito social", "Direito e mudança social" e "Jurisprudência e mudança social".
Mais informações em: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=62373; http://www.zahar.com.br/catalogo_autores_detalhe
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